Quem és tú, palhaço?
Que fazes o risos jorar que nem água
Que fazes da merda tua jóia mais cara
Que fazes de ti maltrapilho
Que fazes, palhaço?
No palco, no coro, no grito
No riso, no choro, no limbo
Nos olhos que brilham pra ti
Que queres, palhaço?
Um troco da velha caduca
Um toco de vela defunta
Um trono de tolo
Que tens, palhaço?
Este riso não é teu
Este lírio que morreu
É o que resta
E ainda cantas
Corres, voas, encantas
Fazes, desfazes, levantas
Só choras sozinho
Que merda, palhaço
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Primeira carta à rainha
Nosso olhar está cheio de coisas
Coisas que vou descobrindo aos poucos
Nosso olhar é só nosso
Entre nós há perfumes, detalhes e cores
Entre nós há carinho, abraços, amores
Entre nós não há nada
Nada demais
Guarda teu amor, com carinho e alfazema
Que eu guardo nosso segredo
Nossa palavra não dita
Nosso carinho regrado
Nosso jeito, que só a gente entende
Só a gente entende...
Coisas que vou descobrindo aos poucos
Nosso olhar é só nosso
Entre nós há perfumes, detalhes e cores
Entre nós há carinho, abraços, amores
Entre nós não há nada
Nada demais
Guarda teu amor, com carinho e alfazema
Que eu guardo nosso segredo
Nossa palavra não dita
Nosso carinho regrado
Nosso jeito, que só a gente entende
Só a gente entende...
sábado, 4 de dezembro de 2010
Passado, enfim...
Olhar-te nos olhos é como espetar-se no espinho, passado
Ver aquilo que viveu; viver aquilo que já viu, vendo
Chorar o que não viveu, não vivendo
Jogar-te fora é como suicídio, passado
Me fazes mal, mas não te largo
e nem te quero
Como quere-te bem se fazes-me doente?
Como sarar das pernas, sem deixar de lado a bengala?
Como matar-te ingerindo teu veneno?
Vista-me de noiva, casa-me passado
Leva-me para teu ninho, faz-me passarinho
Voa comigo, mostra-me o fim
Acaba comigo, passado, enfim...
Ver aquilo que viveu; viver aquilo que já viu, vendo
Chorar o que não viveu, não vivendo
Jogar-te fora é como suicídio, passado
Me fazes mal, mas não te largo
e nem te quero
Como quere-te bem se fazes-me doente?
Como sarar das pernas, sem deixar de lado a bengala?
Como matar-te ingerindo teu veneno?
Vista-me de noiva, casa-me passado
Leva-me para teu ninho, faz-me passarinho
Voa comigo, mostra-me o fim
Acaba comigo, passado, enfim...
Assinar:
Postagens (Atom)