Se o mundo acaba hoje
Acabo em alegria
Me desfaço em purpurina
Danço, danço em sintonia
Com o a paz que me é digna
Se o mundo acaba hoje
Torno a ver minha infância
Aplaudindo em reverência
A inocência da criança
Que ri em meu riso
Enquanto escrevo o mundo acaba
E nada pode ser mais trágico
Nada pode ser mais rico
Nada pode ser mais lindo
E findo
Fim
domingo, 4 de dezembro de 2011
domingo, 11 de setembro de 2011
Represa Billings - Aldeia Krukutu
"Se Deus quiser
Um dia eu quero ser índio
Viver pelado
Pintado de verde
Num eterno domingo
Ser um bicho preguiça
Espantar turista
E tomar banho de sol
Banho de sol!.."
Rita Lee
Foto (http://www.flickr.com/photos/srfodastiko/6121288927/in/pool-1672757@N22)
domingo, 7 de agosto de 2011
Terceira carta à Rainha
Não peço que entendas
Aquilo que não entendo
em mim mesmo
E quem há de entender a luz
Sem sair da sombra?
Mudar pode ser trágico
Só depende de tu aceitares ou não
Não, é trágico
Aceitares, não
Entreguei-te a verdade
Beijei-te a mão
Faça dela o que bem entenderes
Mesmo que não a entendais
Sou tão pequeno
És tão generosa
Sou tão instável
És tão frágil
Sou tão humano
És tão humana
Se beijasse outros lábios agora
Teriam eles gosto de mel com vinagre
Mel pela satisfação daquele que vive a nos tentar
Vinagre pelo vazio que viria depois...
Permite
Que eu permita à mim
Pois eu permito à ti
Ser o que tu és
Viver como sois
Pensar como queres
E peço a ti que não me prendas
Pois minha fuga pode ser cruel
Aquilo que não entendo
em mim mesmo
E quem há de entender a luz
Sem sair da sombra?
Mudar pode ser trágico
Só depende de tu aceitares ou não
Não, é trágico
Aceitares, não
Entreguei-te a verdade
Beijei-te a mão
Faça dela o que bem entenderes
Mesmo que não a entendais
Sou tão pequeno
És tão generosa
Sou tão instável
És tão frágil
Sou tão humano
És tão humana
Se beijasse outros lábios agora
Teriam eles gosto de mel com vinagre
Mel pela satisfação daquele que vive a nos tentar
Vinagre pelo vazio que viria depois...
Permite
Que eu permita à mim
Pois eu permito à ti
Ser o que tu és
Viver como sois
Pensar como queres
E peço a ti que não me prendas
Pois minha fuga pode ser cruel
À quem nunca viu
É como ver borboletas
leves e plenas ao borboletear
Olhando consigo até voar
Voando consigo afugentar
O peso do corpo
Espírito
É como vermelho
Violento no sangue do morto
Humano quando tem vergonha
Cereja vermelhosamente doce
Alimento no umbilical canal mãe-filho
Vermelho
É como verdade
Difícil de ouvir
Difícil de dizer
Difícil de escrever
Fácil de esconder
De sí
É como vertigem
Que se dá na fuga
Da realidade nua
Despir-se de segurança
E andar
É comover alguém
Sentir o que outro sente
Sem colocar-se de lado
Sem ter ao menos tocado a pele
Tocar a alma
É como ver sem ver
É quase como ver-sentir
É quase comover
Como ver?
Como sentir
Sem ti?
É como ver a mim
Só se sente vendo
Só se vê sentindo
leves e plenas ao borboletear
Olhando consigo até voar
Voando consigo afugentar
O peso do corpo
Espírito
É como vermelho
Violento no sangue do morto
Humano quando tem vergonha
Cereja vermelhosamente doce
Alimento no umbilical canal mãe-filho
Vermelho
É como verdade
Difícil de ouvir
Difícil de dizer
Difícil de escrever
Fácil de esconder
De sí
É como vertigem
Que se dá na fuga
Da realidade nua
Despir-se de segurança
E andar
É comover alguém
Sentir o que outro sente
Sem colocar-se de lado
Sem ter ao menos tocado a pele
Tocar a alma
É como ver sem ver
É quase como ver-sentir
É quase comover
Como ver?
Como sentir
Sem ti?
É como ver a mim
Só se sente vendo
Só se vê sentindo
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
De mim ao mundo
Da carta ao quatro
Da faca ao fato
Da cena à sina
Do choro ao chão
Do dito ao feito
Do belo ao feio
Do centro à Sé
De sou a são
De um a outro
De muito a pouco
De tudo a quase
Do quase ao não
Do não ao nada
Do fogo à fala
Do blues ao soul
Do adeus à mão
Da faca ao fato
Da cena à sina
Do choro ao chão
Do dito ao feito
Do belo ao feio
Do centro à Sé
De sou a são
De um a outro
De muito a pouco
De tudo a quase
Do quase ao não
Do não ao nada
Do fogo à fala
Do blues ao soul
Do adeus à mão
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Cisco Faísco Francisco
Era uma vez um raio de sol
Rubro, charmoso, com ar de menino
Faceira fagulha, filete de sol
Era uma vez, Apolo menino
Num belo dia, a linda faísca
Brincando, brilhando, deitou-se no céu
E bem à tardinha, quando a D’alva pisca
O cisco sol caiu lá do céu
Ouvindo o som de um violão
Correu-se a terra num raio dourado
Bailou gracioso, e de supetão
Entrou num umbigo apertado
No ventre quentinho cochilou
E pôs a sonhar nove meses então
E ao acordar, pra sempre ficou
Conosco, o faísco, Francisco, João
Rubro, charmoso, com ar de menino
Faceira fagulha, filete de sol
Era uma vez, Apolo menino
Num belo dia, a linda faísca
Brincando, brilhando, deitou-se no céu
E bem à tardinha, quando a D’alva pisca
O cisco sol caiu lá do céu
Ouvindo o som de um violão
Correu-se a terra num raio dourado
Bailou gracioso, e de supetão
Entrou num umbigo apertado
No ventre quentinho cochilou
E pôs a sonhar nove meses então
E ao acordar, pra sempre ficou
Conosco, o faísco, Francisco, João
quarta-feira, 20 de abril de 2011
Portfólio Giuliano Nonato
Portfólio Giuliano Nonato, a group on Flickr.
Este é meu portfólio no Flickr, onde vc encontra meus variados trabalhos (como fotógrafo, modelo, designer, etc.)
Visitem, participem, comentem, indiquem, brinquem, se divirtam, regozijem!
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Segunda carta à Rainha
Escrevo-te de longe
E ainda aqui, é perto ainda
Se ao andar na rua, divago
Acabo por virar tua esquina
Aqui o andar é manso
E anda ali, é longe ainda
Se na praça eu encontro um primo
Encaixo-te em minha família
Aqui tudo é tão simples
E ainda assim, é belo ainda
Se a madeira que piso range
Sento-me em tua cadeira altiva
Aqui a igreja canta
E mesmo templo, é rádio ainda
Se a paróquia reúne os jovens
Tu vens sorrindo, sapequinha
Aqui é limitado
E ainda sim, é não ainda
Se a fogueira queima no Junho
No Janeiro nos queimaria
Aqui a verba é alta
E ainda preta, é suja ainda
Se a laranja aqui sorri
Colhemos a própria semeia
Despeço-me, Rainha
E ainda adeus, é salve ainda
Se sou um cavalo selvagem
Tu segues atada em minha crina
E ainda aqui, é perto ainda
Se ao andar na rua, divago
Acabo por virar tua esquina
Aqui o andar é manso
E anda ali, é longe ainda
Se na praça eu encontro um primo
Encaixo-te em minha família
Aqui tudo é tão simples
E ainda assim, é belo ainda
Se a madeira que piso range
Sento-me em tua cadeira altiva
Aqui a igreja canta
E mesmo templo, é rádio ainda
Se a paróquia reúne os jovens
Tu vens sorrindo, sapequinha
Aqui é limitado
E ainda sim, é não ainda
Se a fogueira queima no Junho
No Janeiro nos queimaria
Aqui a verba é alta
E ainda preta, é suja ainda
Se a laranja aqui sorri
Colhemos a própria semeia
Despeço-me, Rainha
E ainda adeus, é salve ainda
Se sou um cavalo selvagem
Tu segues atada em minha crina
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