domingo, 7 de agosto de 2011

À quem nunca viu

É como ver borboletas
leves e plenas ao borboletear
Olhando consigo até voar
Voando consigo afugentar
O peso do corpo
Espírito


É como vermelho
Violento no sangue do morto
Humano quando tem vergonha
Cereja vermelhosamente doce
Alimento no umbilical canal mãe-filho
Vermelho



É como verdade
Difícil de ouvir
Difícil de dizer
Difícil de escrever
Fácil de esconder
De sí



É como vertigem
Que se dá na fuga
Da realidade nua
Despir-se de segurança
E andar


É comover alguém
Sentir o que outro sente
Sem colocar-se de lado
Sem ter ao menos tocado a pele
Tocar a alma


É como ver sem ver
É quase como ver-sentir
É quase comover
Como ver?
Como sentir
Sem ti?
É como ver a mim


Só se sente vendo
Só se vê sentindo

Nenhum comentário:

Postar um comentário