Eu me calo
Para não mandá-lo
Às feras famintas
Ao pântano podre
Ao pobre diabo que lhe carregue!
Eu me recuso a expressar-lhe raiva
Pois seria atenção maior do que merece
Eu não mereço
Eu me poupo
Do teu orgulho e da tua vaidade
Bastam os meus
Esta carta não enviarei a você
Escrevo para mim, para não engasgar
Com sapos engolidos, vomito-os todos
Para não adoeçer com a sua ingratidão
domingo, 12 de agosto de 2012
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