Como um rio
Passo do sereno ao revolto
Viro cascata e corro
Sou um ciclo infinito
Não morro
Sou água, me moldo
Recrio e transformo
Sou vida, sou vivo
Recato e lascivo
É ambíguo, disforme
A coerência é oculta
É frio na alvorada
Esquenta ao poer
Divinamente profano
Seus encantos, tantos quantos
Seus defeitos, seus malfeitos
Inconfessos no olhar.
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