Guardo os cachos de Clara Nunes. Guardo o sorriso irresistível de Maria Bethânia. Guardo o feminino, o yin Guardo o aconchego do colo, do abraço, do toque. Guardo Oxum, Nanã, Iemanjá. Guardo o toque de Ijexá. Guardo Iansã, sua inquietação e sua força motriz.
Guardo um leque. Guardo uma lua de cristal. Guardo um muiraquitã. Guardo alguns beijos que me fizeram imergir em estados absolutos de carinho e de troca.
Guardo as memórias de infância. Guardo os bonecos com os quais criava personagens, estruturava personalidades, atribuía a eles capacidades sobre-humanas, tecia narrativas. E tudo era real.
Em meio a tantos guardares, eu me guardo em meu relicário. Pois, talvez, sendo tamanha a sensibilidade, minha melhor defesa sejam os tesouros incompartilháveis que carrego comigo.
Guardo as memórias de infância. Guardo os bonecos com os quais criava personagens, estruturava personalidades, atribuía a eles capacidades sobre-humanas, tecia narrativas. E tudo era real.
Em meio a tantos guardares, eu me guardo em meu relicário. Pois, talvez, sendo tamanha a sensibilidade, minha melhor defesa sejam os tesouros incompartilháveis que carrego comigo.
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