Então, era tudo falso. Nos olhos deles eu pude ver o baque de estar desprotegido. A máscara colada com hipocrisia, sustentada pela alienação nos olhos de quem vê, caiu e fez barulho. Poucos (ou)viram.
Era triste ver, na face sem máscara, a decrepitude maquiada. O medo me tomou, mas a sensação de vitória me fazia rir. Era tão patético e ao mesmo tempo tão assustador. Talvez esse medo viesse da dúvida: será que um dia me tornaria um deles? Teria eu tal covardia? E afinal, quem era mais tolo – eu, que acreditei neles, ou eles, que acreditaram neles mesmos?
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