quinta-feira, 15 de abril de 2010

O Germe (parte II)

Estava instaurada a guerra. Eu lutava contra mim mesma tentando justificar a infertilidade do solo alheio. Será que nenhuma muda brotaria em seu coração? O que aconteceu com o jardim vasto, diverso, encantador que antes residia em seu peito? Negando a possível verdade, encontrei milhões de justificativas - desde um estresse passageiro, até a influência do demônio que tanto me alertara minha avó. Eu sabia que nada daquilo era sério, só uma maneira de eu me iludir, pra me sentir melhor. Logo agora que eu me sentia uma pessoa normal, capaz de amar com tanto mel que me causaria diabete, ele resolveu ficar amargo. Não sei qual foi o limão que ele chupou, mas agora quem estava azeda era eu.

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